Poema de amor


Nome:
 
Collezione:
 
Altra traduzione:
Adalgisa Nery »»
 
Mundos Oscilantes (1962) »»
 
Francese »»
«« precedente / Sommario / successivo »»
________________


Poema de amor
Poesia d’amore


Ouve-me com teus olhos
Porque minha queixa é muda.
Acaricia-me com teu pensamento
Porque meu corpo está imóvel.
Beija-me com tuas mãos
Porque minha boca te espera.
Fala-me com o silêncio dos momentos de amor
Porque os ouvidos da minha vida
Se abrirão como as flores

Na úmida e infinita madrugada.
Ascoltami coi tuoi occhi
Perché il mio lamento è muto.
Accarezzami col tuo pensiero
Perché il mio corpo è immobile.
Baciami con le tue mani
Perché la mia bocca ti aspetta.
Parlami con il silenzio dei momenti d’amore
Perché le orecchie della mia vita
Si apriranno come i fiori

Nell’aurora umida e infinita.
________________

Ismael Nery
O Encontro (1928)
...

Poema da amante


Nome:
 
Collezione:
 
Altra traduzione:
Adalgisa Nery »»
 
Mundos Oscilantes (1962) »»
 
Francese »»
«« precedente / Sommario / successivo »»
________________


Poema da amante
Poesia dell’amante


Eu te amo
Antes e depois de todos os acontecimentos
Na profunda imensidade do vazio
E a cada lágrima dos meus pensamentos.

Eu te amo
Em todos os ventos que cantam,
Em todas as sombras que choram,
Na extensão infinita do tempo
Até a região onde os silêncios moram.

Eu te amo
Em todas as transformações da vida,
Em todos os caminhos do medo,
Na angústia da vontade perdida
E na dor que se veste em segredo.

Eu te amo
Em tudo que estás presente,
No olhar dos astros que te alcançam
Em tudo que ainda estás ausente.

Eu te amo
Desde a criação das águas,
desde a idéia do fogo
E antes do primeiro riso e da primeira mágoa.

Eu te amo perdidamente
Desde a grande nebulosa
Até depois que o universo cair sobre mim
Suavemente.
Io ti amo
Prima e dopo ogni accadimento
Nella profonda vastità del vuoto
E ad ogni lacrima dei miei pensieri.

Io ti amo
In tutti i venti che cantano,
In tutte le ombre piangenti,
Nella durata infinita del tempo
Fino al paese ove i silenzi vivono.

Io ti amo
in tutte le mutazioni della vita,
In tutti i sentieri della paura
Nell’affanno della volontà perduta
E nel dolore che di nascosto s’indossa.

Io ti amo
In tutto ciò in cui sei presente,
Nello sguardo degli astri che ti avvistano
E in tutto ciò da cui sei ancora assente.

Io ti amo
Sino dalla creazione delle acque,
sino dall’idea del fuoco
E prima del primo riso e della prima pena.

Io ti amo perdutamente
A partire dalla grande nebulosa
Fino a dopo che l’universo sarà caduto su di me
Dolcemente.
________________

Vassily Kandinsky
Curva dominante (1936)
...

Pobreza


Nome:
 
Collezione:
 
Altra traduzione:
Adalgisa Nery »»
 
Mundos Oscilantes (1962) »»
 
Francese »»
«« precedente / Sommario / successivo »»
________________


Pobreza
Povertà


O manto de linho tecido para a minha infância
Ao lavá-lo ao rio
A corrente o levou.

O manto de seda tecido para a minha adolescência
Ao mostrá-lo ao sol
O vento o levou.

O manto de lã tecido para a minha morte
Ao aquecê-lo ao fogo
A chama o queimou.
Il manto di lino tessuto per la mia infanzia
Venne lavato al fiume
E la corrente lo portò via.

Il manto di seta tessuto per la mia adolescência
Venne esposto al sole
E il vento lo portò via.

Il manto di lana tessuto per la mia morte
Venne scaldato al fuoco
E la fiamma lo bruciò.
________________

Giuseppe Pelizza da Volpedo
Panni al sole (1894-1895)
...

Liberdade…



Nome:
 
Collezione:
Fonte:
 
Altra traduzione:
Nuno Rocha Morais »»
 
Poesie inedite »»
nunorochamorais.blogspot.com (aprile 2026) »»
 
Francese »»
«« precedente / Sommario / successivo »»
________________


Liberdade…
Libertà…


Liberdade. Será que a posso amar
Se nunca aprendi a perdê-la?
Não posso dizer que a liberdade
Seja a ave, quase ponto indefinido, no céu...
Ou um vento anárquico que remexe nas árvores...
Não posso dizer sequer Liberdade
(Palavra de arestas tão gastas)
Porque nem sequer a sei dizer, 
Dizer verdadeiramente – Liberdade!
Liberdade, será que te posso conhecer,
Será que te posso amar
Se nunca te perdi? 
Libertà. Come la posso amare
Se mai ho appreso a perderla?
Non posso affermare che la libertà
Sia un uccello, punto quasi indistinto, in cielo...
O un vento anarchico che infuria tra gli alberi...
Non posso neanche dire Libertà
(Parola dai contorni consumati)
Perché non so nemmeno dirla, 
Dire consapevolmente – Libertà!
Libertà, come posso conoscerti,
Come ti posso amare
Se non t’ho mai perduta?
________________

Frederico Draw
25 de Abril (Mural em Lisboa) (2019)
...

O inevitável


Nome:
 
Collezione:
 
Altra traduzione:
Adalgisa Nery »»
 
Mundos Oscilantes (1962) »»
 
Francese »»
«« precedente / Sommario / successivo »»
________________


O inevitável
L’ineluttabile


A consciência do fim crava-se em minha fronte indiferente
E o silêncio pousa como ave cansada
Sobre as pálpebras e a minha língua, docemente.

Meus gestos lentos mergulham em neblina de morte,
No sigilo e na treva da noite infindável
Sem pedir a graça do bem ou temer o mal da sorte.

Vozes do mar, gemidos do vento
Caem como soluços humanos
Na quietude dos meus pensamentos.

Meus olhos vêem a angústia que habita o imenso do
 horizonte,
Que dorme na copa das árvores,
Deita-se nas águas dos rios e borbulha na boca das
 fontes.

Do ilimitado do universo um canto poderoso
Estanca meus movimentos e para meus desejos
E novamente cai sobre mim um vácuo eterno e tenebroso.
La coscienza della fine s’infigge sulla mia fronte indifferente
E il silenzio si posa come un uccello stanco
Sulle mie palpebre e sulla lingua, dolcemente.

I miei gesti lenti affondano nella nebbia della morte,
Nel segreto e nella tenebra della notte infinita
Senza chiedere la grazia del bene o temere la malasorte.

Voci del mare, gemiti del vento
Cadono come singhiozzi umani
Nella tranquillità dei miei pensieri.

I miei occhi vedono l’angoscia che abita la vastità
 dell’orizzonte,
Che dorme nella chioma degli alberi,
Si stende sulle acque dei fiumi e gorgoglia sulla bocca delle
 fonti.

Dall’immensità dell’universo un canto poderoso
Blocca i miei movimenti e frena le mie brame
E nuovamente cade su di me un vuoto eterno e tenebroso.
________________

Francesco Laurana
Eleonora D'Aragona (1468)
...

Nuvola degli autori (e alcune opere)

A. M. Pires Cabral (44) Adalgisa Nery (19) Adolfo Casais Monteiro (36) Adriane Garcia (40) Adão Ventura (41) Adélia Prado (40) Affonso Romano de Sant’Anna (41) Al Berto (38) Albano Martins (41) Alberto Pimenta (40) Alexandre O'Neill (29) Ana Cristina Cesar (39) Ana Elisa Ribeiro (40) Ana Hatherly (43) Ana Luísa Amaral (40) Ana Martins Marques (48) Antonio Brasileiro (41) Antonio Osorio (42) António Gedeão (37) António Ramos Rosa (39) Antônio Cícero (40) Augusto dos Anjos (50) Caio Fernando Abreu (40) Carlos Drummond de Andrade (43) Carlos Machado (113) Carlos Nejar (42) Casimiro de Brito (40) Cassiano Ricardo (40) Cecília Meireles (37) Conceição Evaristo (33) Daniel Faria (40) Dante Milano (33) David Mourão-Ferreira (40) Donizete Galvão (41) Eugénio de Andrade (34) Fernando Assis Pacheco (42) Ferreira Gullar (40) Fiama Hasse Pais Brandão (38) Francisco Carvalho (40) Galeria (30) Gastão Cruz (40) Gilberto Nable (48) Hilda Hilst (41) Iacyr Anderson Freitas (41) Inês Lourenço (40) Jorge Sousa Braga (40) Jorge de Sena (40) José Eduardo Degrazia (40) José Gomes Ferreira (41) José Luís Peixoto (44) José Régio (41) José Saramago (40) José Tolentino de Mendonça (42) João Cabral de Melo Neto (44) João Guimarães Rosa (33) João Luís Barreto Guimarães (40) Luis Filipe Castro Mendes (40) Lêdo Ivo (33) Manoel de Barros (36) Manuel Alegre (41) Manuel António Pina (33) Manuel Bandeira (40) Manuel de Freitas (41) Marina Colasanti (38) Mario Quintana (38) Micheliny Verunschk (40) Miguel Torga (31) Murilo Mendes (32) Mário Cesariny (34) Narlan Matos (85) Nuno Júdice (32) Nuno Rocha Morais (538) Paulo Leminski (43) Pedro Mexia (40) Poemas Sociais (30) Poemas dos dias (30) Poesie inedite (346) Reinaldo Ferreira (40) Ronaldo Costa Fernandes (42) Rui Knopfli (43) Rui Pires Cabral (44) Ruy Belo (28) Ruy Espinheira Filho (43) Ruy Proença (48) Sophia de Mello Breyner Andresen (32) Thiago de Mello (38) Ultimos Poemas (103) Vasco Graça Moura (40) Vinícius de Moraes (34)