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Tínhamos esquecido…
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Avevamo dimenticato…
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Tínhamos esquecido que poderia
Acontecer assim, a manhã,
E num súbito calor
Haver uma energia súbita
Que a reconhece e lhe responde
Juntando-se ao poliedro em turbilhão
De faces incontáveis,
De pássaros lançados
Às mãos cheias pelo ar,
E a toda essa harmonia imperiosa,
Diversa unindo, o diverso enlaçando.
Contudo as suas horas tão leves,
Tempo sem esforço, cansaço,
Não são para o nosso tempo
De sobressalto e contratempo
De quem não pode esperar
Por manhãs e estações.
Enquanto a luz se apura e define
Nos seus dourados, estou certo
De que não pertence aqui
Tão gratuita pureza.
Saturamos inefáveis
Até os reduzirmos à escravidão
De forma, peso, medida
E literatura descritiva.
Com a luz à cintura
Dos primeiros blocos,
Esta manhã não sabe – ou esqueceu –
Que já não estamos no Paraíso.
Acontecer assim, a manhã,
E num súbito calor
Haver uma energia súbita
Que a reconhece e lhe responde
Juntando-se ao poliedro em turbilhão
De faces incontáveis,
De pássaros lançados
Às mãos cheias pelo ar,
E a toda essa harmonia imperiosa,
Diversa unindo, o diverso enlaçando.
Contudo as suas horas tão leves,
Tempo sem esforço, cansaço,
Não são para o nosso tempo
De sobressalto e contratempo
De quem não pode esperar
Por manhãs e estações.
Enquanto a luz se apura e define
Nos seus dourados, estou certo
De que não pertence aqui
Tão gratuita pureza.
Saturamos inefáveis
Até os reduzirmos à escravidão
De forma, peso, medida
E literatura descritiva.
Com a luz à cintura
Dos primeiros blocos,
Esta manhã não sabe – ou esqueceu –
Que já não estamos no Paraíso.
Avevamo dimenticato che potesse
Mostrarsi così, la mattina,
E in un calore improvviso
Esserci un’ improvvisa energia
Che la riconosca e le risponda
Unendosi al poliedro in un turbinio
D’innumerevoli facce,
Di uccelli lanciati
Per aria a piene mani,
E a tutta questa armonia imperiosa,
Unendo il diverso, intrecciando il diverso.
Tuttavia le sue ore così lievi,
Tempo senza sforzo né stanchezza,
Non sono per i nostri tempi
D’inquietudine e contrarietà
Di coloro che non possono aspettare
Le mattine e le stagioni.
Mentre la luce si rischiara e definisce
Nei suoi toni dorati, io sono certo
Che non appartenga a questo luogo
Tanta gratuita purezza.
Ci saturiamo di cose inenarrabili
Fino a ridurle alla schiavitù
Di forma, peso, misura
E letteratura descrittiva.
Con la luce all’altezza
Dei primi isolati
Questa mattina non sa – o ha scordato –
Che non abitiamo più in Paradiso.
Mostrarsi così, la mattina,
E in un calore improvviso
Esserci un’ improvvisa energia
Che la riconosca e le risponda
Unendosi al poliedro in un turbinio
D’innumerevoli facce,
Di uccelli lanciati
Per aria a piene mani,
E a tutta questa armonia imperiosa,
Unendo il diverso, intrecciando il diverso.
Tuttavia le sue ore così lievi,
Tempo senza sforzo né stanchezza,
Non sono per i nostri tempi
D’inquietudine e contrarietà
Di coloro che non possono aspettare
Le mattine e le stagioni.
Mentre la luce si rischiara e definisce
Nei suoi toni dorati, io sono certo
Che non appartenga a questo luogo
Tanta gratuita purezza.
Ci saturiamo di cose inenarrabili
Fino a ridurle alla schiavitù
Di forma, peso, misura
E letteratura descrittiva.
Con la luce all’altezza
Dei primi isolati
Questa mattina non sa – o ha scordato –
Che non abitiamo più in Paradiso.
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| Childe Hassam Primavera a Central Park (1898) |




