Pego num isto…



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Pego num isto…
Prendo un qualcosa…


Pego num isto e vou pô-lo além:
A distância mudou o ser do objecto
E o eu sabê-lo é agora outro tecto,
Pois que a coisa se diz por outro termo.

No saber há sempre mais um além
Que o ser busca de ciência já enfermo
Mas p´ra ciência o saber nosso é restrito
A nossa ignorância é o próprio infinito.
Prendo un qualcosa e lo metto più in là:
La distanza ha mutato l'essenza dell'oggetto
E il fatto di saperlo pone ora un altro tetto,
Poiché la cosa con altro termine va detta.

Nel sapere c’è sempre un qualcosa più in là
Che l’essere ricerca dalla scienza già tediato
Ma per la scienza il nostro sapere è limitato
È la nostra ignoranza vasta quanto l’infinito.
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Joaquin Sorolla
Ricerca scientifica (1897)
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A nossa casa


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A nossa casa
La nostra casa


A luz acesa
(petróleo débil)...
e tu inquieta, feliz, à minha espera.
Cismam livros de versos sobre a mesa.
Sonolentos, os cravos da varanda
cabeceiam sobre os vidros.

Ando lá fora.
(Lá fora, a ventania,
a noite, o frio dos astros,
a Poesia decerto...)

À luz débil, insistes no bordado.
Os nossos filhos dormem
(levantaste-te agora para vê-los ...)

Irónica a Poesia
sabe que ando lá fora a procura-la,
indiferente ao vento e à noite fria.
La luce accesa
(fioco lume a petrolio )...
e tu inquieta, felice, in mia attesa.
Indugiano libri di versi sulla tavola.
Sonnolenti, i garofani della veranda
occhieggiano dietro i vetri.

Vado là fuori.
(Là fuori, il vento,
la notte, il freddo delle stelle,
la Poesia certamente...)

Alla fievole luce, continui il tuo ricamo.
Dormono i nostri figli
(ti sei alzata ora per guardarli...)

Ironica la Poesia
sa che vado là fuori a cercarla,
indifferente al vento e al freddo della notte.
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Renato Tomassi
Il cucito (1915)
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Pus de parte…


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Pus de parte…
Misi da parte…


Pus de parte a modéstia e o pudor
e fui contando à Vida
tudo que tinha sido a minha vida.
Não ocultei sequer um pormenor.

Ora foi depois desta confissão
que ela se me deu nua, sem disfarces,
como se eu fora o seu primeiro homem…
Misi da parte modestia e pudore
e andai a raccontare alla Vita
tutto ciò ch’era stata la mia vita.
Non tralasciai nessun particolare.

Fu proprio dopo questa confessione
che ella mi s’offrì nuda, senza veli,
come se io fossi il suo primo uomo…
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Pippo Rizzo
Donna che fuma (1925)
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Os Cavalos


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Os Cavalos
I cavalli


Dantes eram livres.
Agora, aperreados,...
pastam pelos prados
como por favor.

Já lhes não dão nada,
que não seja dado.
Mas nem se apercebem...
Feliz a ignorância
que lhes adoça o pasto!
Un tempo erano liberi.
Ora, assoggettati,...
pascolano nei prati
come per cortesia.

Non danno loro nulla di più,
di quanto già venga dato.
Ma neanche se ne accorgono...
Beata ignoranza
che il pascolo addolcisce!
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Franz Marc
Cavalli al pascolo - IV (1911)
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O Poeta (2)


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O Poeta (2)
Il Poeta (2)


Tudo ganhou sentido num momento…
Água mansa com choupos reflectidos,
teu olhar descansava no do Poeta;
e a poesia das coisas sem Poesia,
que no olhar do Poeta dormitava,
de súbito nas coisas acordava
– tão natural, tão íntima, tão própria,
como se fora delas que nascera…
Tutto acquistò senso in un momento…
Pioppi riflessi nelle placide acque,
riposava il tuo sguardo in quello del Poeta;
e la poesia delle cose senza Poesia,
che nello sguardo del Poeta sonnecchiava,
d’un tratto nelle cose si destava
– così naturale, intima e consona,
come se da loro fosse scaturita…
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Giovanni Fattori
Pioppi (1898)
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