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Seria o Amor Português
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Sarebbe questo l’amore portoghese
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Muitas vezes te esperei, perdi a conta,
longas manhãs te esperei tremendo no patamar dos olhos. Que me importa que batam à porta, façam chegar jornais, ou cartas, de amizade um pouco — tanto pó sobre os móveis tua ausência. Se não és tu, que me pode importar? Alguém bate, insiste através da madeira, que me importa que batam à porta, a solidão é uma espinha insidiosamente alojada na garganta. Um pássaro morto no jardim com neve. Nada me importa; mas tu enfim me importas. Importa, por exemplo, no sedoso cabelo poisar estes lábios aflitos. Por exemplo: destruir o silêncio. Abrir certas eclusas, chover em certos campos. Importa saber da importância que há na simplicidade final do amor. Comunicar esse amor. Fertilizá-lo. «Que me importa que batam à porta...» Sair de trás da própria porta, buscar no amor a reconciliação com o mundo. Longas manhãs te esperei, perdi a conta. Ainda bem que esperei longas manhãs e lhes perdi a conta, pois é como se no dia em que eu abrir a porta do teu amor tudo seja novo, um homem uma mulher juntos pelas formosas inexplicáveis circunstâncias da vida. Que me importa, agora que me importas, que batam, se não és tu, à porta? |
Tante volte t’ho atteso, ho perso il conto,
lunghe mattine t’ho atteso tremando sulla soglia degli occhi. Che m’importa se bussano alla porta, se fanno arrivare giornali, o lettere, un po’ d’amicizia — tanta polvere sui mobili la tua assenza. Se non sei tu, che me ne può importare? Qualcuno bussa, insiste sopra il legno, che m’importa se bussano alla porta, la solitudine è una spina conficcata insidiosa nella gola. Un passero morto nel giardino innevato. Nulla m’importa; ma tu, sì, m’importi. Importa, per esempio, sui capelli di seta posare queste labbra afflitte. Per esempio: distruggere il silenzio. Aprire certe dighe, piovere su certi campi. Importa conoscere l’importanza che c’è nella semplicità estrema dell’amore. Comunicare questo amore. Fertilizzarlo. «Che m’importa se bussano alla porta...» Uscire da dietro la propria porta, cercare nell’amore la riconciliazione col mondo. Lunghe mattine t’ho atteso, ho perso il conto. Meno male che t’ho atteso lunghe mattine e ne ho perso il conto, perché è come se nel giorno in cui io aprirò la porta del tuo amore tutto sia nuovo, un uomo una donna uniti dalle belle inesplicabili circostanze della vita. Che m’importa, adesso che tu m’importi, che bussino, se non sei tu, alla porta? |
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| Nicola Tenderini Porta a Cannareggio 4228 (2025) |




