António Ramos Rosa


• António Ramos Rosa (Faro, Algarve, 17 ottobre 1924 — Lisbona, 23 settembre 2013) è stato un poeta, traduttore, saggista e disegnatore portoghese.
• Di umili origini, António visse un’infanzia scombussolata dall’inquietudine materna, con continui trasferimenti. In particolare, soggiornò a lungo presso il convento di Faro, grazie agli aiuti elargiti dalla Chiesa. È in quest’ambiente bigotto che cominciò a prendere le distanze dai preti cattolici e a staccarsi dalla loro religione.
• Fu costretto a interrompere gli studi superiori per motivi di salute. Nel 1944, lasciò Faro, sua città natale, per Lisbona dove lavorò come impiegato di concetto.
• In quel periodo, aderì al MUD Juvenil (Movimento de Unidade Democrática), organizzazione politica d’opposizione al regime di Salazar, il che gli costò 3 mesi di carcerazione. In seno a questo gruppo, venne a contatto con artisti e poeti che apprezzarono i suoi più recenti scritti – António scriveva fin dall’adolescenza, quando la scoperta di Paul Éluard l’aveva risvegliato alla creazione poetica. Il suo gruppo fondò allora la rivista «Árvore» (4 numeri dal 1951 al 1953) a cui collaborarono tra gli altri René Char e Henri Michaux, autori che egli tradusse nel numero 3 della rivista.
• Dopo che la rivista subì l’intervento della censura da parte del potere, António abbandonò il suo impiego e fece ritorno a Faro. Qui visse altri due anni, tenendo corsi di francese e inglese e collaborando ad altre riviste, tra le quali: «Cassiopeia» e «Cadernos do Meio-dia»
• La sua prima pubblicazione «O grito Claro», piuttosto tardiva, uscì nel 1958 seguita da «Viagem Através duma Nebulosa» nel 1960. Due anni dopo, nel 1962, si sposò con la scrittrice Agripina Costa Marques, da cui sarebbe nata la figlia unica Maria Filipe. Decise in quell’anno di trasferirsi definitivamente a Lisbona per dedicarsi completamente alla poesia.
• La sua produzione divenne allora prolifica. Nel corso di una carriera di circa cinquant’anni, diede alle stampe non meno d'un centinaio di opere, tra le quali «O Livro da Ignorância» e «O Deus Nu(lo)» che gli valsero, nel 1988, il Premio Pessoa, il più alto tributo letterario del Portogallo.
• Nel 1990, gli fu conferito il Gran Premio Internazionale di Poesia.
• Morì a Lisbona il 23 settembre 2013 per le complicazioni di una polmonite.
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OPERE POETICHE PUBBLICATE (83 raccolte di poesie):

 1958 - O Grito Claro, 1960 - Viagem Através duma Nebulosa, 1961 - Voz Inicial, Sobre o Rosto da Terra, Poesia, Liberdade Livre, 1963 - Ocupação do Espaço, 1964 - Terrear, 1966 - Estou Vivo e Escrevo Sol, 1969 - A Construção do Corpo,

 1970 - Nos Seus Olhos de Silêncio, 1972 - A Pedra Nua, 1974 - Não Posso Adiar o Coração (vol.I, da Obra Poética), 1975 - Animal Olhar (vol.II, da Obra Poética), 1975 - Respirar a Sombra (vol.III, da Obra Poética),  Ciclo do Cavalo, 1977 - Boca Incompleta, A Imagem, 1978 - As Marcas no Deserto, 1978 - A Nuvem Sobre a Página, 1979 - Figurações, Círculo Aberto,

 1980 - O Incêndio dos Aspectos, Declives, Le Domaine Enchanté, Figura: Fragmentos, As Marcas do Deserto, 1981 - O Centro na Distância, 1982 - O Incerto Exacto, 1983 - Quando o Inexorável, Gravitações, 1984 - Dinâmica Subtil, 1985 - Ficção, Mediadoras, 1986 - Volante Verde, Vinte Poemas para Albano Martins, Clareiras, 1987 - No Calcanhar do Vento, 1988 - O Livro da Ignorância, O Deus Nu(lo), 1989 - Três Lições Materiais, Acordes, Duas Águas, Um Rio (in collaborazione con Casimiro de Brito),

 1990 - O Não e o Sim, Facilidade do Ar, Estrias, 1991 - A Rosa Esquerda, Oásis Branco, 1992 - Pólen- Silêncio, As Armas Imprecisas, Clamores, Dezassete Poemas, 1993 - Lâmpadas Com Alguns Insectos, 1994 - O Teu Rosto, O Navio da Matéria, 1995 - Três, 1996 - Delta, Figuras Solares, 1997 - Nomes de Ninguém, À mesa do vento seguido de As espirais de Dioniso, Versões/Inversões, 1998 - A imagem e o desejo, A imobilidade fulminante, 1999 - Pátria soberana seguido de Nova ficção,

 2000 - O princípio da água, 2001 - As palavras, Deambulações oblíquas, O deus da incerta ignorância seguido de Incertezas ou evidências, O aprendiz secreto, 2002 - Os volúveis diademas, O alvor do mundo. Diálogo poético, em colaboração, Cada árvore é um ser para ser em nós, O sol é todo o espaço, 2003 - Os animais do sol e da sombra seguido de O corpo inicial, 2003 - Meditações metapoéticas, in collaborazione con Robert Bréchon, O que não pode ser dito, 2004 - Relâmpago do nada, 2005 - Bichos, in collaborazione con Isabel Aguiar Barcelos, Génese seguido de Constelações, 2006 - Vasos Comunicantes, Diálogo Poético com Gisela Ramos Rosa, 2007 - Horizonte a Ocidente, Rosa Intacta,

 2011 - Prosas seguidas de diálogos (unica opera in prosa), 2013 - Numa folha, leve e livre

ALTRE PUBBLICAZIONI:

 • Oltre alle Riviste Árvore, Cassiopeia e Cadernos do Meio-dia precedentemente citate, António partecipò alle seguenti riviste o movimenti: 1964 - Poesia Experimental, Cadernos de Hoje / Esprit / Europa Letteraria / Colóquio-Letras / Ler / O Tempo e o Modo / Raiz & Utopia / Seara Nova / Silex / Revista Vértice...

 • Collaborò anche a diversi Giornali, quali: A Capital / Artes & Letras / Comércio do Porto / Diário de Lisboa / Diário de Notícias / Diário Popular / O Tempo ....

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POESIA ON LINE


  • Estratte da O Grito Claro (1958):
1
2
O boi da paciência
Poema dum funcionário cansado
Il bue della pazienza
Poesia di un funzionario stanco


  • Estratte da Viagem Através de uma Nebulosa (1960):
1
2
Não posso adiar o amor...
Para um amigo tenho sempre...
Non posso rimandare l’amore...
Per un amico ho sempre...


  • Estratte da Voz Inicial (1960):
1
Casa de sol...
Casa di sole...


  • Estratte da A Construção do Corpo (1969):
1
Mas agora estou no intervalo...
Ma adesso io sto nell'intervallo...


  • Estratte da Animal Olhar (1975):
1
Uma voz
Una voce


  • Estratte da Ciclo do Cavalo (1975):
1
2
3
Há um ofegar de terra...
Viste o cavalo varado...
Da substância ao quarto...
C’è un ansito di terra...
Hai visto il cavallo arenato...
Dalla sostanza all’alcova...


  • Estratte da A Nuvem Sobre a Página (1978):
1
2
A partir da ausência
Semelhante à ...
A cominciare dall’assenza
Simile a...


  • Estratte da Silex (1980):
1
Arte poética
Arte poetica


  • Estratte da Volante verde (1986):
1
2
3
4
5
6
7
8
A festa do silêncio
A leitora
A mulher
A palavra
A verdade
Imagem quase nula...
O jardim
O presente absoluto
La festa del silenzio
La lettrice
La donna
La parola
La verità
Immagine quasi nulla...
Il giardino
Il presente assoluto


  • Estratte da No Calcanhar do Vento (1987):
1
Árvores
Alberi


  • Estratte da O Livro da Ignorância (1988):
1
Apreender com as palavras...
Cogliere con le parole...


  • Estratte da O Não e o Sim (1990):
1
A casa
La casa


  • Estratte da A Intacta Ferida (1991):
1
Também de rasgões...
Anche di lacerazioni...


  • Estratte da O Teu Rosto (1994):
1
2
É por ti que escrevo...
É por ti que vivo...
È per te che scrivo...
È per te che vivo...


  • Estratte da Nomes de Ninguém (1997):
1
Agrípia
Agrípia


  • Estratte da Deambulações Oblíquas (2001):
1
2
3
4
5
6
Alguns dizem que...
Entre mim e ele...
Estou a ver aquele homem
Estou vivo mas...
Talvez a escrita seja...
Um poema é sempre escrito...
Certi dicono che...
Tra lui e me...
Sto vedendo quell’uomo...
Sono vivo ma...
Forse la scrittura è...
Una poesia è sempre scritta...


  • Estratte da O Aprendiz Secreto (2001):
1
Não é a altura...
Non è il momento...


  • Estratte da O Sol é Todo o Espaço (2002):
1
Onde a poesia se exibe...
Dove la poesia s’esibisce...


  • Estratte da O Poeta na Rua (2005):
1
Origem
Origine


  • Estratte da Rosa Intacta (2007):
1
Um corpo que se ama
Un corpo che si ama


  • Estratte da A Rosa Esquerda (2009):
1
Estou olhando...
Sto guardando...







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