O céu tão límpido…



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O céu tão límpido…
Così limpido il cielo…


O céu tão límpido, vazio
E a terra tão cheia –
Por toda a parte,
A construção da vida e da morte.
Que mundo poderemos ainda erguer
Deste espaço envelhecido?
Deste espaço que não é multiplicável,
Só dentro dos olhos
O horizonte cresce
E é infinito.
Così limpido il cielo, vuoto
E così piena la terra –
Dappertutto,
La costruzione della vita e della morte.
Che mondo potremo ancora edificare
Da questo spazio decaduto?
Da questo spazio che non è moltiplicabile,
Soltanto dentro gli occhi
L’orizzonte cresce
Ed è infinito.
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Amir Sharifpour
Il mondo abitato (2024)
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Peso de Outono


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Peso de Outono
Il peso dell’autunno


Eu vi o Outono desprender suas folhas,
cair no regaço de mulheres muito loucas.
Cem duzentas pessoas num café cheio de fumo
na cidade de Heidelberg pronta para a neve
saboreavam tepidamente a sua ignorância.

Eu vi as amantes ensandecerem
com esse peso de Outono. Perderam as forças
com o Outono masculino e sangrento.
Os gritos a meio da noite
das amantes a meio da loucura voavam
como facas para o meu peito.

Alguns poetas li-os melhor no Outono,
certos amores só poderia tê-los,
como tive, nos dias doces da vindima.
Ho visto l’autunno separarsi dalle sue foglie,
cadere in grembo a donne dissennate.
Cento duecento persone in un caffè pieno di fumo
nella città di Heidelberg pronta per la neve
assaporavano tiepidamente la propria ignoranza.

Ho visto gli amanti uscire di senno
sotto il peso dell'autunno. Hanno perso le forze
con quest’autunno mascolino e cruento.
Le grida nel cuore della notte
degli amanti in preda alla follia volavano
come coltelli contro il mio petto.

Certi poeti li ho letti meglio in autunno,
certi amori potrei averli soltanto,
e ne ho avuti, nei dolci giorni della vendemmia.
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Edvard Munch
Bevitori (1906)
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