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Os cavalos
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I cavalli
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Os cavalos tinham o ardor de nuvens se empinando.
Vinham, inteiros, no nitrir das tardes, junto às oliveiras. Meninos, em férias, focinhavam dálias. Eram exaltados, amoráveis e as ervas das crinas mugiam de verdor. As pálpebras amor baixavam. E às vezes, os cavalos se riam, a dentuça à mostra. Coçavam-se nas ancas com a ferrugem de sediciosas vespas. Eternos, quando saltam. Ou descarregam rolos de ares bêbados. Todo galope é um pássaro. |
I cavalli avevano l’irruenza delle nuvole imbizzarrite.
Venivano insieme, nitrendo alla sera, in mezzo agli olivi. Fanciulli festosi, si strofinavano tra le dalie. Erano eccitati, calorosi e le erbose criniere s’agitavano nel verde. La palpebre trasudavano amore. E a volte, i cavalli ridevano, mostrando i denti. Si sfregavano i fianchi per il prurito di sediziose vespe. Sono eterni quando saltano. O sollevano turbini d’aria inebriati. Ogni galoppo è un uccello. |
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| Franz Marc Cavalli Blu (1913) |

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