Sinal


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Sinal
Simbolo


Quanto amor me tens,
com amor te pago
– Trago-te no dedo,
num anel que trago.

Num anel redondo,
todo de oiro fino,
que é o teu sinal,
que é o teu destino.

Este anel me basta
para bater-te à porta.
Truz! truz! truz! – na rua
como o frio corta!

Como a chuva cai,
como o vento mia!
Mas abriste logo,
que eu é que batia.

(Que outro anel tivera
som que te chamasse?)
Já teu vinho bebo,
para que o frio me passe;

já na tua cama
me aconchego e deito;
já te chamo esposa,
peito contra peito.

Como tudo é simples,
como é tudo imenso!
É mistério enorme,
de um anel suspenso!

E eis, na tua mão,
num anel igual,
brilha o teu destino,
luz o meu sinal.
L’amore che per me provi,
è da pari amor ripagato
– Ti porto legata al dito,
dove un anello ho infilato.

È un anello rotondo,
tutto d’oro fino,
che è il tuo simbolo,
che è il tuo destino.

Questo anello mi basta
per bussare alla tua porta.
Toc! toc! toc! – per strada
il freddo come sconforta!

La pioggia come cadeva,
come il vento ululava!
Ma tu mi apristi subito,
perché ero io che bussavo.

(Quale altro anello aveva
un suono che ti chiamasse?)
Ora già bevo il tuo vino,
perché il freddo mi passi;

ora già nel tuo letto
mi vengo a coricare;
già ti chiamo mia sposa,
cuore contro cuore.

Com’è tutto semplice,
com’è tutto grandioso!
È un mistero enorme,
d’un anello prezioso!

Ed ecco, sulla tua mano,
su un identico anello,
riluce il tuo destino,
il mio simbolo brilla.
________________

Jan Van Eyck
Uomo con anello (1430 ca.)
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