A essência imutável


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A essência imutável
L’essenza immutabile


Entre a estrela e o átomo
A matéria viva estabelece o traço original.
A fotossíntese realiza a assimilação
Da energia solar do homem,
Mecanismo-alimento da força biológica
Existente no grão de luz que ronda o corpo inanimado
Vindo da semente viajante dos ventos programados.
Cubos-pedra lançam o elétron
De uma órbita a outra dos planetas tranquilos
E voltam à origem do cansaço.
Desencadeia-se o calor que mata,
O mecanismo complica-se,
O elétron muda de órbita
E a sua volta é seguida de reações em cadeia
Para aniquilar o homem caminhante
Das estradas indecisas.
As múltiplas diferenças de forças
Convocam a origem da vida em cada rumo da poeira
 ardida
Enquanto a procissão do grande mecanismo
Mostra em todos os níveis, em todas as gamas da
 existência,
A sua ativa regulagem
Que ainda é mistério para o homem aniquilado
Pela surpresa do nada saber
Além das suas carnes esfarrapadas pela infinita agonia.
Tra la stella e l’atomo
La materia viva stabilisce la traccia originale.
La fotosintesi realizza l'assimilazione
dell'energia solare da parte dell’uomo,
Meccanismo-carburante di forza biologica
Insito nel frustolo di luce che circonda il corpo inanimato
Proveniente dal seme viaggiante di venti programmati.
Cubi di pietra lanciano l'elettrone
Da un'orbita all'altra di pianeti tranquilli
E tornano all’origine della fatica.
Si scatena il calore che uccide,
Il mecanismo s’inceppa,
L’elettrone cambia orbita
E a sua volta si succedono reazioni a catena
Per annientare l’uomo che s’incammina
Per incerti cammini.
Le molteplici differenze di forze
Evocano l’origine della vita da ogni direzione della polvere
 ardente
Mentre la processione del grande meccanismo
Mostra a tutti i livelli, in tutti gli ambiti dell’umana
 esistenza,
La sua regolazione attiva,
Che ancora è mistero per l’uomo annichilito
Dallo sconcerto di non saper nulla
Al di là delle sue carni devastate dall’infinita agonia.
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Paul Klee
I limiti della ragione (1927)
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