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Voz
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Voce
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A voz não vem apenas
do telefone. Vem de muito mais longe, da distância de muitos anos. Alguns deles, anos-luz; outros, anos-treva; outros, anos-dispersão; outros ainda, anos-névoa. Apenas dizendo superficialidades, a voz me desperta coisas profundas: tanto marulho nas águas do passado; tantas visões de futuros que deveriam estar aqui, agora, e só podem ser encontrados lá, outrora. E a voz prossegue, prossegue. Digo que não estou ouvindo bem. Que não compreendo. Que o aparelho está falhando. Que não adianta. E então desligo. E, como guerreiro que um dia foi brutalmente - quase fatalmente - ferido, deixo-me repousar neste fim de tarde, no início que ainda me resta (talvez) de anos-sonho de existir. |
La voce non viene soltanto
dal telefono. Viene da molto più lontano, dalla distanza di molti anni. Alcuni sono, anni-luce; altri, anni-tenebra; altri, anni-alienazione; altri ancora, anni-nebbia. Pur dicendo soltanto futilità, la voce mi risveglia cose profonde: tanto viavai nelle acque del passato; tante visioni di futuri che dovrebbero esser qui, ora, ma si possono ritrovare solo là, allora. E la voce prosegue, prosegue. Dico che non sento bene. Che non capisco. Che l’apparecchio non riceve. Che non funziona. E perciò chiudo. E, come il guerriero che sono stato brutalmente - quasi fatalmente - ferito, mi metto a riposo in questo fine giornata, all’inizio di quel che mi resta (chissà) di anni-sogno da vivere. |
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Morton Livingston Schamberg Telefono (1916) |
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