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Arabesco
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Arabesco
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Já próximos escutamos o rumor
dos cavalos que correm pela treva.
Até agora, porém, nada aprendemos:
não conquistamos nem a paz dos loucos
nem a mudez das fragas solitárias.
E enquanto a noite enorme, que nos ronda,
estende as suas mãos para afagar-nos
na areia das palavras desenhamos
o arabesco invisível desta mágoa:
— somos frágeis demais e não sabemos
sequer o que nos falta para sermos
completos como um deus — ou como um pássaro.
dos cavalos que correm pela treva.
Até agora, porém, nada aprendemos:
não conquistamos nem a paz dos loucos
nem a mudez das fragas solitárias.
E enquanto a noite enorme, que nos ronda,
estende as suas mãos para afagar-nos
na areia das palavras desenhamos
o arabesco invisível desta mágoa:
— somos frágeis demais e não sabemos
sequer o que nos falta para sermos
completos como um deus — ou como um pássaro.
Già prossimi ascoltiamo il rumore
dei cavalli che nella tenebra corrono.
Finora, tuttavia, nulla abbiamo appreso:
non abbiamo conquistato né la pace dei folli
né il mutismo dei massi solitari.
E mentre la notte enorme, che ci attornia,
stende le sue mani per accarezzarci
sulla sabbia delle parole disegniamo
l’arabesco invisibile di questa pena:
— siamo troppo fragili e non sappiamo
neppure quel che ci manca per essere
completi come un dio — o come un uccello.
dei cavalli che nella tenebra corrono.
Finora, tuttavia, nulla abbiamo appreso:
non abbiamo conquistato né la pace dei folli
né il mutismo dei massi solitari.
E mentre la notte enorme, che ci attornia,
stende le sue mani per accarezzarci
sulla sabbia delle parole disegniamo
l’arabesco invisibile di questa pena:
— siamo troppo fragili e non sappiamo
neppure quel che ci manca per essere
completi come un dio — o come un uccello.
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Alena Fayankova Gru (2019) |
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