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Presença
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Presenza
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É preciso que a saudade desenhe as tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
a folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu te sentir
como sinto – em mim – a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu preciso fechar meus olhos para ver-te!
teu perfil exato que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
a folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu te sentir
como sinto – em mim – a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu preciso fechar meus olhos para ver-te!
È necessario che il rimpianto disegni le tue linee perfette,
il tuo profilo preciso e che, appena lievemente, il vento
delle ore metta un fremito nei tuoi capelli...
E' necessario che la tua assenza sprigioni
nell'aria, il profumo delicato di trifoglio falciato,
di aghi di rosmarino a lungo conservati
non si sa da chi in qualche mobile antico...
Ma è anche necessario che sia come aprire una finestra
e respirarti azzurra e luminosa, nell'aria.
È necessario il rimpianto perché io ti senta
come sento – in me – la presenza misteriosa della vita...
Ma quando tu appari sei così diversa e multipla e imprevista
che per nulla assomigli al tuo ritratto...
E bisogna che io chiuda i miei occhi per vederti!
il tuo profilo preciso e che, appena lievemente, il vento
delle ore metta un fremito nei tuoi capelli...
E' necessario che la tua assenza sprigioni
nell'aria, il profumo delicato di trifoglio falciato,
di aghi di rosmarino a lungo conservati
non si sa da chi in qualche mobile antico...
Ma è anche necessario che sia come aprire una finestra
e respirarti azzurra e luminosa, nell'aria.
È necessario il rimpianto perché io ti senta
come sento – in me – la presenza misteriosa della vita...
Ma quando tu appari sei così diversa e multipla e imprevista
che per nulla assomigli al tuo ritratto...
E bisogna che io chiuda i miei occhi per vederti!
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Gerhard Richter Betty (1988) |
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